Tudo pelo cliente
17/11/2022
4min
Começando do zero, Cleni de Oliveira, fez crescer o Mercado Oliveira, no centro de Canguçu, Rio Grande do Sul. Ativo e trabalhador, ele não para nunca: “Já estou cursando minha segunda pós-graduação, agora em Gestão de Pessoas.”
Empreender foi a solução
Ele tinha começado a vida como agricultor, depois trabalhou em uma indústria de madeira. Até que com 34 de idade, Cleni se viu desempregado, com esposa, um filho pequeno e apenas dois salários e meio no bolso.
Sem saber o que fazer, é claro que ele resolveu empreender. “Era dar certo ou passar fome”, conta.
Por isso, limpou a pequena garagem de sua casa na Vila do Céu, na periferia de Canguçu (RS), ajeitou umas madeiras velhas que logo viraram gôndolas e, com o dinheiro que tinha, comprou alguns fardos de produtos variados.
Foi assim que Cleni abriu o Mercado Oliveira, nos primeiros meses completamente informal. Ele conta histórias incríveis do seu início: “Minha esposa era auxiliar de enfermagem e eu tocava a loja sozinho, sem carro, sem nada. Consegui um acordo para vender gás e levava o botijão nos ombros para entregar, muitas vezes por mais de um quilômetro.”
“Sem falar que, às vezes, eu tinha que sair para fazer entregas e aproveitava quando uma cliente conhecida vinha fazer compras. Aí eu fechava a loja e deixava ela lá dentro comprando. E cuidando.”
O negócio cresceu e Cleni enfrentou novos desafios
Aos poucos, e trabalhando com muitas dificuldades, o negócio foi prosperando. “Eu fui aprendendo com o tempo. Vendia balas e pirulitos para atrair a criançada, coisas básicas, como feijão, erva-mate, etc. Quando o produto não dava certo eu ia trocando”, relembra.
Em 2006, ele conseguiu alugar um pequeno espaço de 40 m2 no centro da cidade. Mas ainda nem havia se instalado e soube que seria vizinho de uma das maiores redes de supermercados do Rio Grande do Sul.
Ser diferente da concorrência é o segredo do Mercado Oliveira
“Quase enlouqueci! Tinha que inventar de tudo, carregar o cliente no colo e abrir nos horários em que a loja deles estivesse fechada para pegar algum cliente atrasado”. Por ironia do destino, o grande supermercado ao lado fechou e ele conseguiu alugar o depósito utilizado por eles.
Transferiu sua loja e hoje conta com 400 m² “lotados de produtos”, como ele diz, com um sorriso de felicidade.
Cliente do Atacadão desde que a unidade de Pelotas foi aberta, ele diz que compra muito lá: “Já me considero da família, conheço todo mundo. A equipe é fantástica, eles batalham, fazem de tudo pelo cliente. E os preços são muito bons!”
Compartilhar



