Chocolate: o sabor de todas as gerações

11/08/2021

8min

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Alimento ou iguaria? Feito à base de sementes do cacau, o chocolate surgiu nas civilizações pré-colombianas da América Central e se popularizou ao ser levado para a Europa na época dos descobrimentos. Conheça aqui um pouco da história do chocolate e saiba como ele é feito!

O chocolate foi descoberto há séculos

Virou meme na internet a frase “pare de tentar agradar a todos: você não é um chocolate!”. Brincadeiras à parte, a verdade é que, afinal, quem de nós não gosta de um bom chocolate em todas as suas deliciosas versões?

A história é antiga. Artefatos com traços de cacau sugerem que uma cultura amazônica, localizada onde hoje fica o Equador, teria desenvolvido o gosto por produtos de cacau há cerca de – acreditem! – 5.400 anos.

Oficialmente, os primeiros registros de achocolatados mais conhecidos e intensamente estudados surgem em sociedades no sul do México e na América Central, como os olmecas e os maias. No entanto, existem evidências que indicam o cultivo ainda antes desse período.

Alguns dos vestígios mais antigos de uma plantação de cacau foram datados de 1100 a 1400 a.C., encontrados em Honduras. Pelos tipos de recipientes encontrados e pela análise de seu conteúdo, concluiu-se que eram usados para produzir uma bebida alcoólica que continua a ser feita até hoje em partes da América Latina.

Além disso, resíduos de chocolate encontrados numa peça de cerâmica maia na Guatemala sugerem que o chocolate já era utilizado como bebida por volta do ano 400 d.C., tanto para fins cerimoniais como no cotidiano, mas apenas pela elite.

Durante a civilização maia, o chocolate, agora, digamos, “domesticado”, era consumido em forma de uma bebida amarga chamada xocoatl, temperada com baunilha e pimenta. Acreditava-se que a bebida combatia o cansaço, além de ser afrodisíaca. Foi só depois de um tempo que o chocolate passou a ser usado também como alimento.

O cacau já foi usado como moeda de troca

Conta a lenda que, por suas reconhecidas propriedades e difusão regional, o cacau também ganhou grande importância econômica na era pré-colombiana. Os maias usavam os grãos como moeda: dez favas valiam um coelho e por 100 favas de primeira qualidade era possível adquirir um escravo.

Durante o império asteca (1325 a 1521 d.C.), sementes de cacau eram uma forma importante de divisas e meio de pagamento de tributos. E isso, de alguma forma, continuou até o século XX, quando em algumas partes da América Central, o cacau ainda era usado como dinheiro.

A partir do século XVII, o chocolate passou a ser usado também em forma de doces e sobremesas, tornando-se uma das iguarias preferidas do mundo todo. As “casas de chocolate” se espalharam, tornando o chocolate em barra ainda mais famoso.

O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de cacau

O chocolate que você conhece é produzido a partir das sementes do cacau, fruto do cacaueiro, planta originária da região amazônica que logo se dispersou para as regiões tropicais da América Central e México.

Hoje, a maior produção da matéria-prima está na África, mais precisamente na Costa do Marfim, que é a maior produtora mundial de cacau – chegando a ter 40% da produção no planeta –, seguida de países africanos como Gana, Nigéria e Camarões.

No Brasil — onde, curiosamente, a cultura cacaueira e a produção e consumo de chocolates só chegaram trazidas pelos portugueses no século XVII — o primeiro boom aconteceu a partir do início do século XIX no sul da Bahia, devido às condições climáticas propícias para a produção.

Esse fator fez com que o país chegasse a ser líder na produção mundial de cacau. A mais antiga fábrica de chocolates, aqui do Brasil, foi fundada em Porto Alegre, em 1891, pelos irmãos Franz e Max Neugebauer.  

Como o chocolate é feito?

Mas, afinal, como o chocolate é feito? Trata-se de um processo muito artesanal em seu início. Após colhido, manualmente, o cacau é aberto e as sementes são selecionadas e secadas ao sol.

Por um processo mecânico de compressão, as sementes são torradas para desprender sua película protetora e, então, ficam prontas para serem moídas. A partir desse procedimento é separada a manteiga de cacau, que representa 50% da semente.

A massa formada após a compressão é chamada de “torta de cacau”. Uma parte dela é transformada em chocolate em pó, enquanto a outra vira pedaços de cacau integral, chamados de kibbleds, que são a matéria-prima do chocolate que conhecemos. 

A fabricação em si do tradicional chocolate ao leite começa com a mistura do kibbled com açúcar cristal, manteiga de cacau e leite, gerando uma nova massa. Nessa fase, a massa de chocolate passa por um conjunto de cilindros de metal. Com isso, temos a redução dos cristais da mistura a tamanhos imperceptíveis à língua humana, garantindo que a textura dos grãos não será sentida.

Depois, a mistura é “batida” num processo chamado conchage, que serve pra deixar o chocolate ainda mais leve e homogêneo, além de adicionar novos ingredientes à receita, como a lecitina de soja (um composto usado para dar viço e facilitar a posterior moldagem). Em uma espécie de batedeira industrial, a mistura passa por outro processamento, em um ambiente aquecido, e perde parte de sua acidez e umidade.

Finalmente, o chocolate recebe trocas de temperatura para que os cristais de manteiga de cacau e açúcar se estabilizem na temperagem. Assim, a massa fica pronta para a moldagem do produto final e é embalada para que o sabor e a qualidade se mantenham inalterados.

NO NATAL, O BOM É O CHOCOTONE

Presença obrigatória nas mesas do Natal no Brasil e em vários países do mundo, o Chocotone é uma variação brasileira com gotas de chocolate do tradicionalíssimo panettone (bolo de origem italiana, que, reza a lenda, teria sido criado no Natal do século XV, na Sicília, por um auxiliar de cozinha chamado Tone – daí o nome “pan de tone”).

Embora o panetone ainda seja o grande representante do mercado de bolos para o Natal, várias fábricas já produzem o famoso chocotone, cujo consumo vem crescendo cerca de 17% anualmente.

Hoje, já são produzidos outros panetones e chocotones como os trufados ou com sabores como doce de leite. Várias dessas versões e marcas, você encontra no Atacadão para oferecer, a seus clientes e sua família, mais uma bela opção de sabor no Natal.

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