Ratinho: “Tem que fazer o que se gosta”

18/08/2021

11min

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Carlos Massa, mais conhecido como Ratinho, é um dos mais importantes e admirados apresentadores da televisão brasileira, além de ser um importante empresário e já ter tido intensa atividade política. 

Nesta entrevista exclusiva concedida por ele à Revista Brasil Atacadão, o apresentador do Programa do Ratinho fala um pouco mais sobre suas ideias. Não deixe de conferir!

Quem é Carlos Massa? Ou melhor, Ratinho?

Experimente chegar na empresa ou mesmo em uma festa de família e perguntar às pessoas quem é Carlos Massa. Provavelmente, poucos saberão responder. Mas se você repetir a pergunta indagando quem conhece o apresentador Ratinho, certamente a resposta será unânime.

Nascido em Águas de Lindóia, em São Paulo, ele passou a infância e a adolescência no Paraná. Iniciou a carreira na rede OM como repórter policial, irreverente e acalorado. Em 1997 estreou na Record com o programa Ratinho Livre e, entre idas e vindas, está no SBT de Silvio Santos desde 1998.

Ratinho é pai de três filhos, os gêmeos Rafael e Gabriel e Ratinho Júnior — político e atual Governador do Paraná. 

Carlos Massa e Ratinho (apelido que surgiu na infância pela sua agilidade ao correr) são a mesma pessoa e hoje, considerado um dos mais importantes comunicadores da televisão brasileira.

Além de apresentador, ele também é empresário de comunicação (comanda a Rede Massa de emissoras de TV e rádio no Paraná), humorista e ator. Poucos sabem, mas Ratinho também já foi vereador e deputado federal.

Programa do Ratinho está no ar há mais de 20 anos

Ratinho tem uma carreira marcada por defesas polêmicas em seus programas – que lhe renderam algumas dores de cabeça – embora hoje, avô, diga que está mais calmo. 

O programa, no ar há mais de 20 anos pela emissora SBT, “deixou de ser ‘sensacionalista’”, segundo ele.

“Hoje é um programa leve, engraçado e com muitas brincadeiras. Pego algumas antigas, crio em cima, mudo um pouco e assim vou imprimindo o meu jeitinho. E para quem está assistindo e tem a sensação de que ele é desorganizado, eu confirmo: ele é bastante desorganizado! Mas é uma bagunça que está dando certo. O povo brasileiro tem gostado muito disso e até se identificado com ele (risos)”, comenta.

Veja a seguir a entrevista dada por ele, com exclusividade ao Atacadão.

 

O Ratinho hoje é uma celebridade na televisão brasileira. Mas, para Carlos Massa, quem é afinal o Ratinho? Como você o define?

“Eu sempre fui muito batalhador e persistente, desde menino. Com meus oito anos de idade já senti que queria ser comunicador, e ser popular. Eu já tinha muita desenvoltura, fazia vários tipos de trabalhos para receber uns trocados. E acabei conseguindo isso através do tempo. Mas não foi fácil. Nessas tentativas, surgiu um cargo de radialista… Também sempre fui um bom vendedor e acho, até hoje, que um bom vendedor é um baita comunicador. E eu tenho sido isso: esse comunicador e vendedor desde a infância. O segredo foi sempre persistir muito naquilo que eu gostava.”

Você é um multipremiado apresentador de televisão, há muito tempo tem seu próprio programa, em rede nacional. Já atuou como ator. Mas, ao mesmo tempo, é um bem-sucedido empresário de comunicação. Como você concilia tudo isso?

“Na verdade, ser ator é só uma brincadeira. Eu não sou ator. Mas, na maioria das coisas que eu sou convidado, aceito e participo porque tem a ver com comunicação, que é uma coisa que eu gosto muito e levo muito a sério. Hoje eu me tornei um empresário de comunicação e isso virou meu ganha-pão. Então, tento conciliar as coisas porque, como comunicador, eu cuido pessoalmente das minhas coisas e de tudo que eu faço nessa área. Claro que eu também tenho uma equipe para me ajudar, evidentemente… E nas outras áreas onde eu atuo, eu tenho gente especializada, cada um na sua área, que toma conta e vai me mostrando os dados que eu acompanho por relatório”, explica.

Como você concilia fazer tantas coisas? Como é sua rotina? Qual o segredo?

“O segredo é fazer o que eu gosto. Acordo cedo, faço meus exercícios ou ginástica, não sei como vocês falam isso. Começo a trabalhar às 10 horas e vou, geralmente, até meia-noite. Durmo lá pelas duas horas da madrugada. Essa rotina segue de segunda a quinta-feira. Na sexta, eu sigo para Curitiba, no Paraná, onde despacho no meu escritório da Rede Massa. E passo o final de semana com a minha família”, conta o apresentador sobre sua rotina agitada.

O que mais lhe gratifica na televisão? O que as polêmicas representam?

“O que mais me gratifica são os resultados, poder fazer tanta gente feliz e ser tão querido pelo povo. Onde eu vou as pessoas me tratam muito bem. Até quem não se identifica muito com o meu programa acaba me cumprimentando e me tratando bem, em função do meu jeito de me relacionar. Agora, sobre as polêmicas, eu já fiz muito e ela faz parte da minha personalidade; discordo de algumas coisas que a maioria das pessoas concordam. Acabo entrando nessas polêmicas porque tenho um instinto de defesa daquilo que eu penso. Muitas delas, acho que valeram a pena. Mas, ultimamente, essas polêmicas diminuíram, acho que até em função de eu estar mais mole. Eu virei avó, então acho que não sou mais tão polêmico como eu era.”

Falando em polêmicas, como você vê as redes sociais?

“As redes sociais são muito bacanas, deixaram a criançada esperta, trouxeram interação entre as pessoas e seus amigos. Os mais idosos ficaram mais informados e ligados à tecnologia. Agora, é preciso saber fazer um bom usufruto disso. A rede social tem que ser um instrumento útil. Eu uso a rede social como uma coisa útil. Não podemos dar credibilidade para as fake news. Quando eu vejo notícias que não têm credibilidade ou fonte segura, não repasso para as outras pessoas. Porque assim, você não prejudica os outros. A rede social tem mais coisa boa do que coisa ruim, basta saber escolher.”

Como empresário, que conselhos você daria a quem quer empreender hoje?

“Como eu defendi desde o início, e volto a repetir, você tem que fazer o que gosta e ter um propósito. Usar a imaginação e a criatividade a seu favor e correr atrás para conseguir colocar tudo isso em prática. Descomplicar e usar a maneira mais clara e concisa de realizar isso. Faça um planejamento, usando suas redes de contatos, seu networking e apoio de outros profissionais para seguir em frente. Não tenha medo. O erro faz parte desse processo. Existem muitas ideias boas por aí que podem ser revolucionárias. Tem que acreditar. Muita coisa boa e nova já existe… Olha aí esse garoto, o criador do Facebook, o Zuckerberg, ou o criador do iPhone… Mesmo assim, podemos sempre criar algo diferente, mais simples, mais barato, melhor. Por que não?”, comenta.

Você já foi vereador, deputado federal… A política continua fazendo parte de sua vida? Há planos para o futuro?

“A política tem que fazer parte da vida de todos nós. Todo mundo tem que aprender a fazer política de um jeito ou de outro, porque da política depende o preço do arroz, do feijão, o preço da gasolina… Até o jeito de você andar depende da política. E saber fazer política não é só ser candidato, é trabalhar dentro dela e escolher bons candidatos. Eu gosto de política, falo de política, porque ela é a arte de resolver as coisas. O grande problema da política é que tem muito bandido envolvido. Muita gente que entra na política para ganhar dinheiro.”

“Política não é para ganhar dinheiro, política é missão, é para resolver a vida das pessoas. Toda pessoa que entra com intuito de ganhar dinheiro, se prejudica e prejudica os outros, o povo, o eleitor. Política é missão, é como se fosse um sacerdócio, é como se fosse um pastor de uma igreja séria. Você tem que entrar para a política, para o sacerdócio e para a igreja para fazer bem para as pessoas”, completa.

Aliás, o Brasil tem jeito?

“O Brasil tem jeito sim! O que a gente precisa acertar é aquilo que falei anteriormente: escolher bem os candidatos, parar de escolher esses lobos que estão na política para enganar o povo e a população.”

Para finalizar, como você se sente sendo entrevistado? Que mensagem você gostaria de deixar para os milhares de clientes do Atacadão?

“Eu acho que já dei todas as respostas que já me fizeram até hoje na vida. A minha mensagem para todos os clientes é que continuem prestigiando o Atacadão… Não tem como comprar em um lugar melhor que não seja no Atacadão. Até porque eles têm provado, ao longo de todos esses anos, que estão cada dia mais modernos, atendendo melhor as pessoas. Então quando alguém vai lá e escolhe comprar é porque sabe que terá benefícios. Ou nas ofertas que estão lá na semana ou, mesmo que não tenha ofertas todos os dias, nas muitas vantagens econômicas e bons preços sempre”, Ratinho conclui.

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