Transformadores: uma força que movimenta o varejo

29/09/2021

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Durante muito tempo a palavra “transformador” foi usada na língua portuguesa apenas para denominar um aparelho bastante utilizado no setor elétrico que serve, basicamente, para “transformar” ou converter a eletricidade de uma voltagem para outra.

Mais recentemente, entretanto, com o crescimento do segmento de atacado de autosserviço e utilizando-se esta ideia de “conversão”, o termo transformadores passou a ser utilizado para se referir àqueles clientes, pequenos e médios empreendedores, que encontraram no mercado alimentício uma maneira de obter lucro e de movimentar o comércio em sua localidade, cidade ou bairro, além de gerar empregos e proporcionar progresso. 

Afinal, o que são os transformadores?

Os clientes transformadores são aquelas pessoas físicas (quando iniciam a atividade) ou pequenas empresas que adquirem insumos ou matérias-primas junto a redes como o Atacadão, para com elas desenvolverem um novo “produto final”, que será comercializado.

São muitos os segmentos atendidos por eles. Os dogueiros, por exemplo – que transformam pães, salsichas, condimentos e batatas fritas em um delicioso cachorro-quente. Ou os confeiteiros e boleiras – que transformam farinha, leite, açúcar, ovos, etc. em bolos incríveis para chás da tarde, celebrações de aniversário e muito mais.

Os padeiros, donos de pizzarias e restaurantes também são transformadores, principalmente aqueles que operam em regime de buffet na alimentação diária, e fora de casa, de milhões de trabalhadores brasileiros. 

Acima de tudo, os transformadores do varejo são referências e exemplos de empreendedorismo. Independentemente do segmento em que atuam, precisam ter qualidades como ousadia, garra e determinação. Isso porque eles primeiro precisam investir, organizar um espaço de produção, fazer compras, estocar matérias primas e tantas outras coisas necessárias para o início do próprio negócio.

Pizzarias: um mundo à parte

Segundo dados levantados pelos organizadores da EXPO PIZZARIA Atacadão, existem hoje no Brasil cerca de 55 mil pizzarias, sendo 13,7 mil delas apenas em São Paulo.

A curiosidade em relação ao mercado é que cada cidade tem a sua pizza preferida: enquanto Rio de Janeiro e Porto Alegre preferem a pizza de calabresa, São Paulo gosta mais da de queijo mussarela, Belo Horizonte fica com a de Marguerita e Salvador prefere mesmo a Portuguesa.

O mundo das pizzas é outro setor muito explorado pelos transformadores do varejo, que devem oferecer preço e bom atendimento ao cliente, além de precisarem de muita garra e determinação para sair na frente da concorrência.

Os deliciosos pães de cada dia

Outro setor de bastante interesse dos transformadores é o de panificação, o segundo maior setor em alimentos prontos do Brasil e o único presente em todos os municípios brasileiros. 

Segundo dados da ABIP (Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria), existem hoje cerca de 70 mil padarias no Brasil, sendo 95% delas micro e pequenas empresas familiares, o que contribui para a dinamização da economia do país e a geração de emprego e renda. 

Além dos tradicionais pães, indispensáveis na lista de compras dos brasileiros, o consumo de tortas, bolos e outros produtos de confeitaria têm crescido entre os clientes de padarias em todo o país.

Somente os bolos correspondem a 7% dos 5,6 milhões de toneladas de produtos panificados comercializados por ano, o que significa cerca de 392 mil toneladas sendo produzidas nas padarias anualmente.

Ser um transformador é um grande desafio

A verdade é que ser um transformador varejista (ou um empreendedor) exige tudo isso: comprar bem, administrar de perto, fazer diferente, ter garra, determinação e foco. Mas também saber enfrentar os percalços e, acima de tudo, ter persistência e gostar do que se faz.

Os transformadores movimentam a economia e promovem inovação para o mundo do varejo.

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