Mães empreendedoras que transformam o comércio local

04/05/2026

8min

Mães empreendedoras que transformam o comércio local

As mães empreendedoras estão presentes em padarias, confeitarias, mercados, salões e outros negócios dos bairros. Elas atendem clientes, organizam compras, acompanham o caixa e administram responsabilidades familiares.

Nos conteúdos do Blog do Atacadão, é possível conhecer trajetórias de comerciantes que começaram de forma simples e transformaram suas atividades em referências locais.

A força das mães empreendedoras no Brasil

Segundo levantamento do Sebrae baseado na PNAD Contínua, o Brasil chegou a 10,4 milhões de mulheres donas de negócios em dezembro de 2025. Em pesquisa do Sebrae do Paraná com 650 empreendedoras, 79% tinham filhos e 52% afirmaram que a maternidade motivou a decisão de empreender.

Empreender não significa dar conta de tudo sozinha

O mesmo levantamento mostrou que 60% das mães empreendedoras consideram a gestão do tempo seu principal desafio. Entre as entrevistadas, 42% também se declararam as principais responsáveis pelos cuidados com os filhos.

Os dados evitam uma visão romantizada. Redes de apoio, divisão de responsabilidades, organização financeira e processos definidos também sustentam o negócio.

Luciana Guedes transformou a maternidade em um novo caminho

A edição 24 da revista Brasil Atacadão apresenta a história de Luciana Regina Nogueira Guedes dos Santos, de Mauá, em São Paulo. Ela deixou uma carreira corporativa depois da maternidade e, em 2016, criou a Lu Caramelle.

Durante a faculdade de jornalismo, Luciana já vendia ovos de Páscoa e pães de mel para ajudar a custear os estudos. Anos depois, essa experiência se tornou uma oportunidade de negócio.

O crescimento veio com diferenciação e estrutura

A Lu Caramelle passou a oferecer mais de cinquenta itens e investiu em equipamentos para aumentar a qualidade e a agilidade da produção.

Luciana trabalha em casa e tem um filho pequeno. Para conciliar a rotina, conta com o apoio da mãe e do marido. A rede de apoio cria condições para administrar o negócio com mais foco.

A personalização, a apresentação e a escolha de ingredientes também ajudaram a diferenciar a confeitaria e fidelizar clientes.

Sueli Ribeiro preservou um legado e criou novas oportunidades

Em Campo Grande, a Padaria Maanaim nasceu de um legado iniciado por Fátima Ribeiro Campos, mãe de Sueli Ribeiro, com o Cachorro-Quente da Tiazinha.

Com o envelhecimento da mãe, Sueli assumiu o negócio, criou a padaria e manteve o carrinho que deu origem à história familiar.

A história de Sueli Ribeiro e da Padaria Maanaim mostra como um comércio pode crescer sem perder os valores que construíram a relação com os primeiros clientes.

Família e equipe participaram do crescimento

Sueli contou com o apoio da mãe, do marido, dos filhos e dos colaboradores. Na época da publicação, a operação reunia uma equipe de oito pessoas entre a padaria e o carrinho instalado ao lado.

Os filhos acreditaram no projeto e trabalharam ao lado da mãe, tornando o negócio um espaço de aprendizado entre gerações.

A trajetória mostra que profissionalizar um comércio não significa apagar sua origem. Respeito, confiança e proximidade podem permanecer durante o crescimento.

Sônia Dantas transformou atendimento em confiança

Em Aracaju, Sônia Dantas começou com uma pequena padaria. Mãe de três filhos, ampliou o negócio até chegar a duas unidades da Regina Delicatessen e a uma equipe com mais de cem funcionários.

Para Sônia, o atendimento próximo teve papel central. Conhecer o cliente e suas preferências ajudou a construir fidelidade.

Valorizar a equipe também fortalece o negócio

Na trajetória de Sônia Dantas, a equipe aparece como parte essencial do resultado. Dividir responsabilidades e reconhecer o trabalho dos colaboradores permitiu que a operação crescesse sem depender de uma única pessoa.

Quando todo o conhecimento fica concentrado na proprietária, um imprevisto pode interromper a operação. Treinar pessoas e documentar rotinas cria mais segurança.

Como mães empreendedoras transformam o comércio local

As histórias de Luciana, Sueli e Sônia acontecem em cidades diferentes, mas compartilham proximidade com os clientes, aprendizado prático e participação de outras pessoas.

Quando um pequeno negócio se fortalece, também movimenta fornecedores, serviços, empregos e relações dentro da comunidade.

A melhoria começa com decisões possíveis

Nem todo negócio precisa abrir uma nova unidade ou aumentar a equipe para evoluir. O próximo passo pode ser organizar melhor as compras, registrar vendas, revisar os preços ou dividir uma tarefa que está concentrada na proprietária.

Algumas ações práticas são:

  • definir horários de trabalho e atendimento;
  • separar finanças pessoais e empresariais;
  • registrar os produtos mais vendidos;
  • criar uma rotina de compras e estoque;
  • treinar alguém para tarefas essenciais;
  • reservar tempo para planejamento e capacitação.

Crescer com segurança exige reconhecer limites e acompanhar resultados.

Histórias que inspiram novos caminhos

As mães empreendedoras vivem realidades diferentes, por isso nenhuma trajetória é uma fórmula pronta. O valor dessas histórias está nos aprendizados adaptáveis: começar com os recursos disponíveis, ouvir clientes, construir apoio e organizar a operação.

Para encontrar conteúdos sobre gestão, estoque, vendas e trajetórias empreendedoras, acompanhe o Blog do Atacadão. Para planejar o abastecimento do seu negócio conforme a demanda e o orçamento, consulte também o site oficial do Atacadão.

FAQ

O que significa ser uma mãe empreendedora?

É ser mãe e, ao mesmo tempo, criar, administrar e participar da gestão de um negócio. Essa realidade inclui desde atividades feitas em casa até empresas com lojas, equipes e diferentes canais de venda.

Quais são os principais desafios das mães empreendedoras?

Os desafios variam, mas costumam envolver gestão do tempo, divisão dos cuidados familiares, organização financeira, acesso a crédito e dificuldade para separar os horários da empresa e da vida pessoal.

Como conciliar maternidade e empreendedorismo?

Não existe uma fórmula única. Planejar a semana, definir prioridades, criar processos, dividir tarefas e construir uma rede de apoio ajudam a dar mais previsibilidade à rotina.

Por que a rede de apoio é importante?

A rede de apoio pode contribuir com cuidados familiares, tarefas domésticas, decisões do negócio e suporte emocional. Isso permite que a empreendedora tenha mais tempo para planejar, atender clientes e buscar capacitação.

Como apoiar mães empreendedoras do comércio local?

Comprar de pequenos negócios, indicar produtos e serviços, deixar avaliações e divulgar o trabalho são formas práticas de apoio. Parcerias, capacitação e oportunidades de conexão também fortalecem essas empreendedoras.

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